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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar.

Minha alma se debate
Meu corpo grita por dentro
Espírito já não tenho, você levou junto com a minha
Vontade de viver
Não sei mais discernir certo de errado
Não sei ate onde existe medo
E até onde existe realidade
Meus olhos hoje estão molhados,
E o que sai deles é reflexo do que tenho dentro de mim
Um pouco de insegurança
Um pouco de desconfiança
Já não há esperança de amor
A única espera é a morte, enfim.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Poema das duas da madrugada.


Vou esperar que sintam minha falta.
Mas preciso que seja rápido,
Por que com a minha falta não posso me fazer presente
E sem me fazer presente não terei a companhia deles
E se não tenho a companhia deles
Não sou completa

Então vou ser metade
Mas se eu for metade não serei eu
E se não for eu vão me chamar de fútil
E se eu for fútil não vou ser bem vista

Então vou me vestir bem
Mas se eu me vestir bem pra ser mais bem vista
Vão ver que eu mudei algo
E vão preferir falar que mudei a personalidade

Então serei metida por estar mais bem vestida pra ser bem vista
E vão me chamar de fútil
Por ter me tornado metida
Por querer ser bem vista
Por ter me tornado fútil
Por que não sou eu por que me falta algo
Quando não os tenho

Então me torno fútil a ponto de vestir algo melhor
Tornando-me metida por querer ser bem vista
E estou bem vestida, metida, sendo fútil,
Por estar incompleta e não ser eu mesma,
Só por que queria que alguém desse a minha falta.

Então cheguei à conclusão,
Que me afastar de alguém
Por que sente que não sentiriam a sua falta
É um caminho pior do que se tornar a chata presente que corre atrás.
E isso te faz apenas chata e insistente.
Não te faz mal vista, fútil, ou o diabo a quatro.